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A Chaviva chegou

Ela tem 3 meses. Chegou faz um pouco mais de um mês para ficar, não veio só de passagem. O nome dela quem sugeriu foi o Francisco,  meu filho que mora em Israel. Significa “Querida” em hebraico. O som é de 2 erres no início: RRaviva.

Já escrevi que sou apaixonada por cães. Eles são os anjos de patas, têm tudo de bom! Com um cahorro dentro de casa você não pode ser infeliz. Ele não deixa. Está sempre mostrando que você é a melhor pessoa do mundo, que ele te adora, independentemente, de qualquer defeito que você tenha. Até um cafajeste pode ser amado por seu cão, desde que o ame também. Sempre digo, para quem sofre de depressão que adote um cachorro, ele vai fazer você esquecer a doença, mas não é para esquecer do seu médico ou psicólogo e medicamentos, que por ventura esteja tomando. O que eu quero dizer é que as pessoas  deveriam se dar a chance de estar perto de um cãozinho, de ser responsável por ele, muita coisa na vida dessas pessoas poderia mudar, para melhor!

Mesmo que na infância eles possam dar um pouco de trabalho, pois precisam de mais atenção, de cuidados, de educação, são que nem criança, não gostam de ficar sozinhos, e nem devem, pelo menos nos primeiros dias que eles chegam em sua casa.Fora a bagunça e a atenção que exigem. O que importa é que o vigor, a alegria, o afeto incondicional que  eles proporcionam aos seus donos é incomensurável.

E a Chaviva veio para isso, preencher um vazio que ficou depois que a Buba, minha cadelinha, morreu em setembro do ano passado. Pensei, não quero mais saber de bichinho de estimação. É muito dolorido depois que eles se vão. Mas não foi o pensamento de todos aqui em casa e por sorte eles insistiram e acabei permitindo a vinda dela. Ela tem raça e Pedegree – é uma Bigel tricolor.

Com três meses de vida a bichinha já faz o maior tumulto, nos tira do sério, à vezes, de tão arteira que é, me faz correr atrás dela para buscar o que ela pegou mas não devia. Ela tem se destacado por uma coisa nada promissora: ela adora morder. É quando ela mais se diverte! Morde, morde,morde… As mãos do Michael, do Luis e as minhas estão com um aspecto horrível. Parece que trabalhamos em local de risco. Quando eu conto que são as proezas da Chaviva, de dupla personalidade, ninguém acredita. Mas como aquela princesinha pode ser tão feroz?! É isso, durante parte do dia ela é uma doçura, uma fofura e mais tarde se tranforma numa terrorista. Tá difícil ensinar a palavra NÃO! Não morde, não puxa, não rasga, ela continua NÃO entendendo.  O jeito é esperar, ter paciência que mais crescidinha ela deve (espero) amadurecer e vai saber se comportar melhor. Eu, e todos aqui em casa confiamos nisso!

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